quarta-feira, 4 de maio de 2011

JORNALISTA PROFISSIONAL: PROFISSÃO DE RISCO !

Replico aqui, um texto que trata do perigo eminente da profissão de Jornalista pelo mundo e que foi motivo de audiência pública ontem no Senado Federal.
A presidente do Sindicato, Suzana Blass, pediu o apoio da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, em Brasília, à aprovação de leis que possam garantir segurança mais efetiva aos jornalistas que trabalham em áreas de risco. O pedido foi feito durante o depoimento de Suzana na audiência pública realizada na Comissão, nesta terça-feira, dia 3, em homenagem ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que foi instituído pela Unesco em 1997.
A jornalista lembrou que o tema da segurança dos jornalistas profissionais é intensamente discutido no Sindicato e nas redações e agradeceu a oportunidade de debatê-lo publicamente em Brasília em um espaço tão importante quanto o Senado. “Nos últimos anos, nas rodadas de negociação dos acordos coletivos, o Sindicato vem tentando aprovar cláusulas que preveem adicional de periculosidade para quem atua em áreas de conflito. Mas os patrões são resistentes e se negam a discutir o assunto”, explicou Suzana.

Atividade perigosa
O presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, senador Paulo Paim (PT-RS), disse que exercer o jornalismo continua sendo uma atividade de risco em muitas situações.
“Daí a importância de fazer uma homenagem aos jornalistas presos, mortos, agredidos, processados e ao mesmo tempo festejar a importância da democracia e principalmente a liberdade de imprensa”, assinalou.
Os participantes da audiência discutiram medidas para garantir maior segurança aos profissionais da imprensa. Para Suzana Blass, não se pode confundir liberdade de imprensa com a liberdade de se colocar a vida dos jornalistas em risco.
“O jornalista é obrigado a trabalhar sob intenso estresse para buscar, por exemplo, a melhor imagem. Em ambiente desfavorável, é capaz de correr riscos desnecessários porque se sente pressionado pela empresa, que está mais preocupada em vencer a guerra com a concorrência por audiência ou por leitores”, criticou.
Segundo a organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras, sediada em Paris, 145 jornalistas foram presos e 66 jornalistas foram mortos no exercício da profissão em todo o mundo no ano passado.

Direito da sociedade
Com relação à liberdade de expressão, o presidente da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Celso Schröder, defendeu a plenitude do conceito. “Os veículos de comunicação não podem ter o monopólio da defesa da liberdade de expressão porque esse direito é de toda a sociedade. Nada justifica que haja cerceamento ao fazer jornalísmo”, assegurou.
Agora pergunto ?
Até quando, nós jornalistas trabalharemos em condições de risco para noticiar os fatos e denunciar as verdade ?
Saímos de nossos lares hoje sem a certeza da volta, sem a certeza do sucesso e com uma única certeza; vivemos no fio da navalha.
Uma imagem, muitas vezes, vale mais que mil palavras, portanto abaixo nossos leitores poderão ter acesso a fotos feitas do nosso trabalho e seus risco.
Jornalistas na Síria em pleno no excercío do risco no trabalho
Jornalista sendo preso no Afeganistão
Câmera do repórter-fotográfico, morto após ser baleado na cabeça com um tiro de fuzil na Líbia
Jornalistas do Rio de Janeiro
Jornalistas se protegem de tiros nas Filipinas

Precisamos escrever mais alguma coisa?

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