Foi um sucesso
a “II Caminhada pela Liberdade Religiosa”, que reuniu cerca de 50 mil pessoas
entre candomblecistas, umbandistas, católicos, evangélicos, hare krishnas,
muçulmanos, judeus, ciganos, espíritas kardecistas, entre outros, na orla de
Copacabana, dia 20 de setembro. A Comissão de Combate a Intolerância Religiosa
orgulhosamente recebeu várias pessoas de outros estados e de outros países no
evento.
Com ponto de
encontro no Posto seis em Copacabana, a concentração iniciou às 10h, mas
caminhada somente deu inicio às
14:30h com milhares de pessoas, a
maioria com roupa branca, cantando e dançando ao som do Olodun e Ilê Ayé ambos
vindos da Bahia para participar deste grande manifesto. Os grupos culturais do
Rio de Janeiro também mostraram sua voz e sua garra levantando a massa como: Os
Filhos de Gandhy, Afoxé Maxombomba, Afoxé Raízes Africanas, Bamba no Arolê e entre
outros. O evento contou com quatro carros de som com um volume que permitia que
os cantos, discursos e gritos de guerras fossem ouvidos dentro de apartamentos
a três quarteirões de distância da praia.
Entre as
autoridades presentes o Ministro da Igualdade Racial Edson Santos, a Secretária de Assistência
Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro, Benedita da Silva, o Deputado Federal Carlos Santana, o Deputado
Estadual Gilberto Palmares, a Deputada Estadual Beatriz Santos, o Secretário
Municipal de Igualdade Racial do Rio de Janeiro, Carlos Medeiros, o Representante
da SEPPIR, Sr. Alex, a Secretária da Cidadania de Nilópolis, Nilcéa Cardoso,
entre outros, segundo o interlocutor da comissão Ivanir dos Santos, todos serão
sempre bem vindos.
Segundo a
integrante da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Assessora de Comunicação do CIAFRO, Assessora
da Superintendência de Igualdade Racial do município de Nilópolis e Yalorixá do
Ilê Axé D’ Ogun-Já Mãe Ignez D’Iansã nos relata que a caminhada é um pedido de
respeito pelas religiões de matrizes africanas e integrada com outras religiões através do forun
inter-religioso, para que tenhamos um mundo melhor. A Umbanda e o Candomblé são
os que mais sofrem preconceito e a sociedade tem que fazer valer suas leis,
intolerância religiosa é crime, da cadeia. Não quero que me tolere, quero
respeito, quero ver meus filhos crescerem em uma sociedade mais humana e mais
democrática e conseqüentemente liberta de preconceitos. Completa Ignez.

0 comentários:
Postar um comentário