terça-feira, 22 de setembro de 2009

CAMINHADA RELIGIOSA LEVA MULTIDÃO A COPACABANA



Foi um sucesso a “II Caminhada pela Liberdade Religiosa”, que reuniu cerca de 50 mil pessoas entre candomblecistas, umbandistas, católicos, evangélicos, hare krishnas, muçulmanos, judeus, ciganos, espíritas kardecistas, entre outros, na orla de Copacabana, dia 20 de setembro. A Comissão de Combate a Intolerância Religiosa orgulhosamente recebeu várias pessoas de outros estados e de outros países no evento.
Com ponto de encontro no Posto seis em Copacabana, a concentração iniciou às 10h, mas caminhada somente deu  inicio às 14:30h  com milhares de pessoas, a maioria com roupa branca, cantando e dançando ao som do Olodun e Ilê Ayé ambos vindos da Bahia para participar deste grande manifesto. Os grupos culturais do Rio de Janeiro também mostraram sua voz e sua garra levantando a massa como: Os Filhos de Gandhy, Afoxé Maxombomba, Afoxé Raízes Africanas, Bamba no Arolê e entre outros. O evento contou com quatro carros de som com um volume que permitia que os cantos, discursos e gritos de guerras fossem ouvidos dentro de apartamentos a três quarteirões de distância da praia. 


Entre as autoridades presentes o Ministro da Igualdade Racial  Edson Santos, a Secretária de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro, Benedita da Silva,  o Deputado Federal Carlos Santana, o Deputado Estadual Gilberto Palmares, a Deputada Estadual Beatriz Santos, o Secretário Municipal de Igualdade Racial do Rio de Janeiro, Carlos Medeiros, o Representante da SEPPIR, Sr. Alex, a Secretária da Cidadania de Nilópolis, Nilcéa Cardoso, entre outros, segundo o interlocutor da comissão Ivanir dos Santos, todos serão sempre bem vindos.
Segundo a integrante da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa,  Assessora de Comunicação do CIAFRO, Assessora da Superintendência de Igualdade Racial do município de Nilópolis e Yalorixá do Ilê Axé D’ Ogun-Já Mãe Ignez D’Iansã nos relata que a caminhada é um pedido de respeito pelas religiões de matrizes africanas e integrada com  outras religiões através do forun inter-religioso, para que tenhamos um mundo melhor. A Umbanda e o Candomblé são os que mais sofrem preconceito e a sociedade tem que fazer valer suas leis, intolerância religiosa é crime, da cadeia. Não quero que me tolere, quero respeito, quero ver meus filhos crescerem em uma sociedade mais humana e mais democrática e conseqüentemente liberta de preconceitos. Completa Ignez.


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